Tecnologias do Pré-sal

Conheça nossas medidas para prevenir a corrupção

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Analisamos 12 mil fornecedores através do processo de due diligence (avaliação de integridade) este ano. O procedimento é a principal medida de uma série de melhorias nos nossos processos licitatórios, contratações e auditorias dos serviços prestados por terceiros à companhia. A etapa, que em 2015 passou a fazer parte do processo para inclusão e atualização das empresas no Cadastro Corporativo de Fornecedores, estabelece novos requisitos de classificação com o objetivo de mitigar os riscos da Petrobras em relação às práticas de fraude e corrupção no relacionamento com o mercado fornecedor, atendendo ao Programa Petrobras de Prevenção da Corrupção (PPPC). Este e outros dados foram apresentados na terceira edição do seminário interno “Petrobras em Compliance”, realizado na sede da companhia na última sexta-feira (9/12), data em que é celebrado o Dia Internacional Contra a Corrupção.

Na abertura do evento, o presidente Pedro Parente destacou o total comprometimento da alta administração com as ações de compliance implementadas na empresa nos últimos anos. “Nosso compromisso é com tolerância zero à fraude e à corrupção em todas as suas formas”, salientou.

Sobre as diligências de aproximadamente 12 mil fornecedores, o diretor executivo de Governança e Conformidade, João Elek, avaliou que o procedimento tornou-se "uma nova referência no mercado brasileiro na forma de se estabelecer relações comerciais".  Elek disse também que  "a Petrobras conta com 70 mil pessoas de bem para, unidas, combater a corrupção em todas as suas formas".

O aumento na segurança para tomada de decisões pela Diretoria Executiva resultou, até novembro, na emissão de 436 pareceres pela área de Conformidade. Esses pareceres respaldam as deliberações da Diretoria Executiva referentes a temas considerados estratégicos: afretamento de embarcações, aporte de capital, aprovação de projetos de investimento, captação de recursos, contratação de bens e serviços, aprovação de convênios, aquisições e desinvestimentos, alteração em projetos e publicidade e patrocínios.

A Petrobras Holding alcançou ainda a marca de 96% dos empregados treinados em curso de prevenção à corrupção. Já no Sistema Petrobras foram treinadas mais de 63 mil pessoas neste ano de 2016. O treinamento foi desenvolvido pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e cedido gratuitamente.

Evento tem importantes participações externas

O evento contou com uma mesa redonda com a participação do desembargador federal Fausto De Sanctis, do procurador da República Carlos Bruno Ferreira da Silva e do presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Mauro de Azevedo Menezes, sob mediação da especialista em compliance  Alessandra Gonsales. De Sanctis abordou sua experiência em julgamentos de casos de corrupção e destacou a importância da presença dos membros dos Conselhos de Administração e Fiscal, além dos diretores no evento.

Para o procurador Carlos Bruno, o combate à corrupção passa pela conscientização das empresas e a Petrobras, pelo seu porte, pode liderar esse processo. “Se as empresas se conscientizarem de que o mercado corrupto só favorece a ineficiência, não favorece a concorrência, não favorece o crescimento do Brasil, certamente teremos melhores dias”, disse. Já o presidente da Comissão de Ética Pública Mauro Menezes avalia que a adoção de programas de compliance não deve ser vista como um constrangimento, mas sim como resgate dos valores éticos da empresa que estão presentes no conjunto de seus empregados. “A promoção da ética depende do protagonismo e da atitude atenta de cada integrante da organização”. De acordo com a especialista Alessandra Gonsales, o programa de compliance é um programa de todos, “principalmente de quem faz a coisa certa”, uma vez que esses profissionais passam a contar com mecanismos de identificação de irregularidades e uma vez encontradas, permitem retirar os maus profissionais da empresa.


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