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Mobilidade - e ainda assim, se move

Nova empresa

Logum

A empresa, que tem o início das operações previsto para o final de 2012, será responsável pela implantação de um sistema multimodal para transporte e armazenagem de etanol no Brasil.

A Logum será a responsável pela construção, desenvolvimento e operação da logística, carga, descarga, movimentação e estocagem, operação de portos e terminais aquaviários. O sistema envolverá poliduto, hidrovias, rodovias e cabotagem.

Essa nova estrutura logística contribuirá para a preservação ambiental e da malha rodoviária. De acordo com o diretor presidente da Logum, Alberto Guimarães, "ao atingirmos a plenitude de utilização será possível reduzir em até 20% o custo rodoviário para os clientes e em 7 mil toneladas/ano as emissões de CO2". Além disso, dará flexibilidade aos clientes, que poderão ter mais de um ponto de venda.

O capital social da nova companhia será, inicialmente, de R$100 milhões. A composição da sociedade anônima fechada de capital autorizado da Logam é a:

  • Petrobras    20%
  • Copersucar S.A.    20%
  • Cosan S.A. Indústria e Comércio    20%
  • Odebrecht Transport Participações S.A.    20%
  • Camargo Correa Óleo e Gás S.A.    10%
  • Uniduto Logística S.A.    10%

 

A combinação dos modais dutoviário e hidroviário tem como finalidade a racionalização do processo de transporte do etanol, com os menores custos. O sistema integrado se estenderá por uma ampla malha de dutos até os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A partir destes terminais, o etanol será levado diretamente aos postos de combustíveis por meio de transporte rodoviário de curta distância.

Para garantir que o etanol chegue a outros mercados no Brasil, por meio da cabotagem, o sistema de escoamento alcançará terminais marítimos nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro. O sistema também agilizará o processo de exportação do etanol.

O projeto, quando concluído, terá uma capacidade instalada de transporte de até 21 milhões de metros cúbicos de etanol por ano. Mais de 10 mil empregos diretos e indiretos serão gerados. 
A maior parte do sistema será construída utilizando as áreas de passagem de dutos já existentes. Essa medida beneficiará com um menor impacto as populações locais e a vegetação nativa. Além disso, o projeto reduzirá o tráfego nas grandes rodovias e nas áreas de grande circulação de veículos dos centros urbanos. Essa característica do novo sistema proporcionará a redução do número de caminhões em rodovias e o menor desgaste das estradas, maior segurança e agilidade e menor emissão de poluentes.

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